O bairro

“Segundo o Censo Demográfico de 2000, Peixinhos é o segundo maior bairro de Olinda, sua localização está entre os municípios de Olinda e Recife. O nome do bairro derivou da referência que os primeiros moradores do local faziam a um rio que passava ao lado da comunidade. O rio era muito utilizado pelos moradores tanto para lavar roupas, tomar banho, quanto para pescar os “peixinhos” abundantes no local. Posteriormente, descobriu-se o nome do rio, Beberibe, mas a referência ao “rio dos peixinhos” já fazia parte do imaginário social dos moradores do local (De Paula, 2000:15-16).

A formação e desenvolvimento do bairro tiveram início na construção do Matadouro Industrial de Olinda, iniciada em 1874 e finalizada em 1919. O Matadouro encerrou suas atividades em 1970.  Um outro marco importante na história de Peixinhos foi a inauguração, em 1957, da Fábrica Fosforita Olinda S/A, que contou  com a presença do então presidente Juscelino Kubitscheck na inauguração.

A origem da população de Peixinhos se deu pelo o número de trabalhadores que vieram trabalhar na fábrica e no Matadouro. Essas pessoas tinham origem pobre e baixa escolaridade.

Atualmente, Peixinhos tem como atrativo principal o comércio diversificado, representado tanto pela Feira de Peixinhos quanto pela quantidade de lojas instaladas na Avenida Presidente Kennedy, principal via de acesso ao bairro.

A forma desordenada de ocupação do espaço levou Peixinhos a ter problemas estruturais, como a maioria dos bairros periféricos urbanos. Problemas como falta de pavimentação das ruas, energia elétrica, espaço público para lazer, entre outros, podem ser visto claramente quando se anda pelas ruas, vielas e becos do bairro.

Isso não impediu que as manifestações culturais crescessem no local e que se expandissem em todas as formas. Apesar das condições duras, a tradição artístico-cultural dessas pessoas forçou o aparecimento de uma vasta produção cultural; Hoje Peixinhos, apesar de reduto da pobreza, é também um espaço rico em grupos artísticos.”

Trecho retirado do estudo de caso “CULTURA SUBURBANA DE PEIXINHOS: ENTRE O POPULAR E O PÓS-MODERNO”, de Michelle Pequeno de Azevedo.

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